Escalas Diatónicas Maiores e Menores

As Escalas Diatónicas são sequências de sete notas (sendo a oitava a repetição da primeira) que formam entre si uma ordem específica de intervalos. Na música ocidental predominam dois tipos de escalas diatónicas, as Maiores e as Menores.

  • Escalas Diatónicas Maiores
Estas escalas são constituídas pela seguinte sequência intervalar: Tom, Tom, Meio-tom, Tom, Tom, Tom, Meio-tom. Os Meios-tons terão sempre de se situar entre a terceira nota e a quarta e entre a sétima e a oitava, ou seja, do III para o IV e do VII para o VIII graus da escala. 
Seguindo esta ordem de intervalos a partir da nota dó obtém-se a Escala Diatónica de Dó Maior, a única escala deste tipo que não necessita de alterações musicais acidentais.



Na construção das restantes escalas diatónicas maiores é necessário alterar notas para que seja possível manter esta relação intervalar.

Exemplo: Escala Diatónica de Sol Maior


    

No entanto, as alterações (acidentes musicais) devem ser colocadas no início da pauta, a seguir à clave - armação de clave, tal como na imagem que se segue.





As alterações que aparecem na armação de clave são aplicadas a todas as notas com o mesmo nome, independentemente da oitava em que se encontrem.

A armação de clave está dependente da primeira nota da escala e pode ser constituída por sustenidos ou bemóis, consoante a necessidade de subir uma nota, afastando-a da anterior, ou de a descer, aproximando-a daquela que está antes de si.

Exemplo: Escala Diatónica de Fá Maior









  • Escalas Diatónicas Menores
Há três formas de Escalas Diatónicas Menores: as Naturais, as Harmónicas e as Melódicas. Todavia, as Escalas Diatónicas Menores Melódicas não serão aqui abordadas, por serem muito menos utilizadas, assumindo uma maior relevância teórica do que prática.

A sequência de Tons e Meios-tons numa Escala Diatónica Menor Natural é a seguinte:

Exemplo: Escala Diatónica de Lá Menor Natural (escala que, por não necessitar de acidentes na armação de clave, serve de modelo a todas as outras escalas deste tipo)








A Escala Diatónica Menor Harmónica é idêntica à anterior, no entanto, o sétimo grau é subido, ficando a Meio-tom da Tónica (Nota que dá o nome à escala - primeira/oitava).

Exemplo: Escala Diatónica de Lá Menor Harmónica






No vídeo seguinte poderás ouvir um exemplo de cada uma das escalas descritas.



Monorritmia e Polirritmia

O conceito de Monorritmia é usado para descrever qualquer trecho musical composto por uma única linha rítmica.
Por outro lado, a palavra Polirritmia refere-se à sobreposição de duas ou mais linhas rítmicas contrastantes.

Na peça "Clapping Music", do compositor americano Steve Reich (nascido a 3 de outubro de 1936), é possível identificar claramente estes dois recursos: a monorritmia, no início e na parte final, quando ambos os músicos executam o mesmo padrão rítmico, e a polirritmia no resto da obra.


Nota: A London Sinfonietta, em parceria com a Touchpress e a Queen Mary University of London, criou um jogo interativo baseado nesta peça icónica de Steve Reich. descarrega-o da Play Store/App Store, de forma gratuita, e desenvolve as tuas aptidões rítmicas.  

Síncopa

 A síncopa, ou síncope, ocorre quando:

a)     um som começa num tempo fraco e é prolongado para o tempo forte seguinte.

 

Legenda: TF - Tempo Forte; Tf - Tempo fraco.



b) um som começa na parte fraca de um tempo e é prolongado para a parte forte do tempo seguinte.

 

Legenda: PF - Parte Forte; Pf - Parte fraca.


Rondó

Rondó é uma forma musical caracterizada pela alternância de um tema principal (A, que funciona como refrão) com outros temas secundários (B,C,D…).


A famosa Abertura da ópera Carmen, do compositor francês Georges Bizet (25 de outubro de 1838 - 3 de junho de 1875), está composta segundo esta estrutura.



A bagatela para piano solo "Fur Elise", do compositor Ludwig Van Bethoven (dezembro de 1770 - 26 de março de 1827), é outro bom exemplo de forma Rondó.


Alterações Musicais Acidentais

As Alterações Musicais Acidentais (ou, simplesmente, Acidentes Musicais) mais frequentes são o sustenido, o bemol e o bequadro.


Estes símbolos são utilizados na notação musical para alterar a altura das notas em meio-tom (intervalo mais curto que podemos tocar nos nossos instrumentos - num teclado, corresponde à execução de duas teclas contíguas).

O sustenido torna a nota a que estiver associado meio-tom mais aguda (sobe meio-tom). 

O bemol torna a nota a que estiver associado meio-tom mais grave (baixa meio-tom).

O bequadro desfaz o efeito do sustenido e do bemol. 



Os acidentes musicais podem aparecer numa partitura da seguinte forma:

Acidentes fixos – Acidentes colocados no início da pauta, a seguir à clave, que afetam todas as notas do mesmo nome, ao longo dessa pauta. A este conjunto de acidentes (sustenidos ou bemóis) também podemos chamar armação de clave.



Acidentes ocorrentes – Acidentes colocados antes de uma nota. O seu efeito limita-se ao compasso em que aparecem.



Acidentes de precaução - Como o nome indica, são acidentes utilizados para prevenir eventuais erros de leitura. É habitual colocar estes acidentes entre parênteses.



 

Anacrusa

A Anacrusa, ou Anacruse, ocorre quando uma peça, ou uma frase musical, não começa no primeiro tempo do compasso (tempo forte). Geralmente, o último compasso das partituras com anacrusas também se encontram incompletos, possuindo o número de tempos que faltam no compasso da anacrusa.


PARABÉNS A VOCÊ



Alteração Tímbrica

A Alteração Tímbrica é a modificação do timbre de um instrumento musical, ou de qualquer outra fonte sonora.

Atenta aos exemplos seguintes:

1- O timbre do trompete pode ser alterado com o auxílio de uma surdina.
 

 

2- O pizzicato, técnica de execução dos instrumentos de corda friccionada da orquestra (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) em que as cordas são beliscadas pelos dedos, é um recurso utilizado muitas vezes para modificar o timbre do violino.




 3- O "Piano Preparado" consiste na colocação de diferentes objetos, tais como pequenas cunhas de metal, parafusos, madeira, borracha, algodão, cortiça e feltro entre as cordas do piano e foi inventado pelo compositor John Cage (1912-1992) nos anos de 1930, com o objetivo de obter novos timbres.


 

Eletrofones

Os eletrofones são instrumentos musicais que utilizam a eletricidade para produzir ou amplificar o som. Ao contrário dos instrumentos acúst...