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Densidade Sonora

 A Densidade Sonora refere-se à quantidade de sons que são produzidos em simultâneo. Assim, podemos classificar as obras musicais, ou as secções que as compõem, como muito ou pouco densas.


Exemplo de Grande densidade sonora - Excerto da Sinfonia N.º 8 do compositor austríaco Gustav Mahler (1860-1911). Esta obra é conhecida como a "Sinfonia dos Mil", por envolver uma enormíssima quantidade de músicos (instrumentistas e cantores). 


Exemplo de variação de densidade sonora - Quarto andamento da Sinfonia N.º 45 ("Sinfonia do Adeus"), do compositor austríaco Joseph Haydn (1732-1809).

«As circunstâncias em que foi composta a Sinfonia n.º 45 dita “do Adeus” (Abschieds-Symphonie no alemão antigo original) de J. Haydn são bem conhecidas, uma vez que foram relatadas pelo próprio compositor aos seus biógrafos, ainda que muitos anos depois do sucedido. Em 1772, o Príncipe Nikolaus Esterházy, patrono do compositor, decidiu prolongar a sua estadia no seu palácio favorito de veraneio, Ezsterháza, na Hungria rural. Esta situação não agradou aos músicos que haviam deixado as suas famílias em Eisenstadt, a residência da corte, e estes pediram a Haydn que por eles intercedesse junto do Príncipe. Em vez de um pedido formal, o Mestre de Capela terá então composto o célebre final em que os músicos gradualmente apagam a vela da sua estante e se retiram, até só restarem dois violinos em palco, que terminam o andamento em surdina. A mensagem terá sido tão percetível que no dia seguinte toda a corte regressou a Eisenstadt.» Fernando Miguel Jalôto, 2017, In http://www.casadamusica.com/pt/artistas-e-obras/obras/s/sinfonia-dos-adeuses-joseph-haydn



Escalas Diatónicas Maiores e Menores

As Escalas Diatónicas são sequências de sete notas (sendo a oitava a repetição da primeira) que formam entre si uma ordem específica de intervalos. Na música ocidental predominam dois tipos de escalas diatónicas, as Maiores e as Menores.

  • Escalas Diatónicas Maiores
Estas escalas são constituídas pela seguinte sequência intervalar: Tom, Tom, Meio-tom, Tom, Tom, Tom, Meio-tom. Os Meios-tons terão sempre de se situar entre a terceira nota e a quarta e entre a sétima e a oitava, ou seja, do III para o IV e do VII para o VIII graus da escala. 
Seguindo esta ordem de intervalos a partir da nota dó obtém-se a Escala Diatónica de Dó Maior, a única escala deste tipo que não necessita de alterações musicais acidentais.



Na construção das restantes escalas diatónicas maiores é necessário alterar notas para que seja possível manter esta relação intervalar.

Exemplo: Escala Diatónica de Sol Maior


    

No entanto, as alterações (acidentes musicais) devem ser colocadas no início da pauta, a seguir à clave - armação de clave, tal como na imagem que se segue.





As alterações que aparecem na armação de clave são aplicadas a todas as notas com o mesmo nome, independentemente da oitava em que se encontrem.

A armação de clave está dependente da primeira nota da escala e pode ser constituída por sustenidos ou bemóis, consoante a necessidade de subir uma nota, afastando-a da anterior, ou de a descer, aproximando-a daquela que está antes de si.

Exemplo: Escala Diatónica de Fá Maior









  • Escalas Diatónicas Menores
Há três formas de Escalas Diatónicas Menores: as Naturais, as Harmónicas e as Melódicas. Todavia, as Escalas Diatónicas Menores Melódicas não serão aqui abordadas, por serem muito menos utilizadas, assumindo uma maior relevância teórica do que prática.

A sequência de Tons e Meios-tons numa Escala Diatónica Menor Natural é a seguinte:

Exemplo: Escala Diatónica de Lá Menor Natural (escala que, por não necessitar de acidentes na armação de clave, serve de modelo a todas as outras escalas deste tipo)








A Escala Diatónica Menor Harmónica é idêntica à anterior, no entanto, o sétimo grau é subido, ficando a Meio-tom da Tónica (Nota que dá o nome à escala - primeira/oitava).

Exemplo: Escala Diatónica de Lá Menor Harmónica






No vídeo seguinte poderás ouvir um exemplo de cada uma das escalas descritas.



Alterações Musicais Acidentais

As Alterações Musicais Acidentais (ou, simplesmente, Acidentes Musicais) mais frequentes são o sustenido, o bemol e o bequadro.


Estes símbolos são utilizados na notação musical para alterar a altura das notas em meio-tom (intervalo mais curto que podemos tocar nos nossos instrumentos - num teclado, corresponde à execução de duas teclas contíguas).

O sustenido torna a nota a que estiver associado meio-tom mais aguda (sobe meio-tom). 

O bemol torna a nota a que estiver associado meio-tom mais grave (baixa meio-tom).

O bequadro desfaz o efeito do sustenido e do bemol. 



Os acidentes musicais podem aparecer numa partitura da seguinte forma:

Acidentes fixos – Acidentes colocados no início da pauta, a seguir à clave, que afetam todas as notas do mesmo nome, ao longo dessa pauta. A este conjunto de acidentes (sustenidos ou bemóis) também podemos chamar armação de clave.



Acidentes ocorrentes – Acidentes colocados antes de uma nota. O seu efeito limita-se ao compasso em que aparecem.



Acidentes de precaução - Como o nome indica, são acidentes utilizados para prevenir eventuais erros de leitura. É habitual colocar estes acidentes entre parênteses.



 

Escala Diatónica de Dó Maior

A Escala Diatónica de Dó Maior é a sucessão ordenada, de forma ascendente ou descendente, das sete notas musicais (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si).

Repara na posição (na pauta, na flauta e no teclado) de cada uma das notas que formam a escala diatónica de dó maior.




A canção "Do-Re-Mi", do musical "The Sound of Music" (Musica no Coração) é ótima para aprenderes a entoar a escala diatónica de Dó Maior.



Executa a escala diatónica de Dó maior na flauta, acompanhando o vídeo.


Escala Pentatónica

A escala pentatónica é uma sucessão ordenada, de forma ascendente ou descendente, de cinco notas, que é muito utilizada na música chinesa.

Repara na posição de cada uma das notas que formam a escala pentatónica de dó, na pauta, na flauta e no teclado.




Repara no poder da escala pentatónica, através da demonstração de Bobby Mcferrin.


  


            Canta e toca a peça seguinte:



Notas Sol, Mi, Lá e Ré

  Repara na posição das notas Sol, Mi, Lá e Ré, na pauta, na flauta e no teclado.




Canta e toca a peça "Yamanô"




Notas Sol, Mi e Lá

 Repara na posição das notas Sol, Mi e Lá, na pauta, na flauta e no teclado.


    
         
Realiza o exercício de imitação do vídeo seguinte.

Notas Sol e Mi

Repara na posição das notas Sol e Mi, na pauta, na flauta e no teclado.



Realiza o exercício de imitação do vídeo que se segue.



Toca na flauta as peças "Sol Mi Blues" e "Na Natureza".





Pauta Musical e Clave de Sol

Pauta musical, ou pentagrama – é o conjunto de cinco linhas horizontais, paralelas e equidistantes, que formam entre si quatro espaços. Estas linhas e espaços contam-se de baixo para cima. É na pauta musical que escrevemos as notas musicais.


Clave de Sol
–
O termo clave vem do latim clavis, que significa "chave". A clave de sol indica a posição da nota sol na pauta musical.




Instrumental Orff - altura definida e altura indefinida

Para além da classificação do instrumental Orff por famílias tímbricas, também podemos organizar estes instrumentos em dois outros grupos: 

  • Instrumentos de altura definida – Instrumentos que produzem melodias e sons de altura determinada. É possível identificar as notas musicais que executam.
  • Instrumentos de altura indefinida – Instrumentos que não permitem a produção melodias, uma vez que os seus sons não possuem uma altura determinada (não produzem notas musicais).



Parâmetros do Som

 Os parâmetros sonoros são as propriedades que nos permitem identificar e distinguir os sons. Qualquer som pode ser descrito de acordo com quatro qualidades básicas:

  • Timbre - qualidade pela qual identificamos e distinguimos as fontes sonoras (objetos que, por vibrarem, produzem som). É a “cor do som”.
  • Altura - qualidade que nos permite distinguir um som grave, ou grosso, de um agudo, ou fino.
  • Duração - qualidade que nos permite distinguir um som curto de um som longo. 
  • Intensidade - força ou volume do som.





Monofonia e Polifonia

Monofonia e Polifonia são duas palavras de origem grega com significados opostos: a primeira significa “um único som” e a segunda "vários sons". 

A Monofonia refere-se a qualquer composição musical composta por uma única linha melódica, sem qualquer acompanhamento.

O conceito de Polifonia é utilizado para descrever as obras musicais compostas por várias melodias independentes e simultâneas.


No vídeo seguinte poderás ouvir um Canto Gregoriano, um canto religioso da Idade Média (período da História da Música compreendido entre os século V e XV). Este Kyrie é um bom exemplo de música monofónica. 




O exemplo que se segue é um Coral do compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750). Neste vídeo poderás observar e ouvir a textura sonora criada pelas quatro vozes que, apesar de se desenvolverem de forma independente, nunca deixam de se fundir no plano harmónico.




Intervalos Musicais

Um Intervalo musical é a distância entre dois sons de altura definida.

Há dois tipos de intervalos musicais:


⇒ Intervalos melódicos, quando as notas musicais são executadas sucessivamente, aparecendo na pauta umas a seguir às outras, formando linhas horizontais, ou seja, melodia.


Exemplo:












⇒ Intervalos harmónicos, quando as notas musicais são tocadas simultaneamente, surgindo na pauta umas em cima das outras, formando linhas verticais, ou seja, harmonia.


Exemplo:

Eletrofones

Os eletrofones são instrumentos musicais que utilizam a eletricidade para produzir ou amplificar o som. Ao contrário dos instrumentos acúst...